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A inveja de todas as performances de expressão é sempre a da música . 

Minha impressão é de que se faz tudo para as crianças ficarem imbecis até tarde, de preferência por toda a vida . 

O que quer que se diga é da ordem do conhecimento . 

Somos escolarizados em todos os campos do saber, principalmente no da língua, segundo a concepção de sujeito. Isto a ponto de o sujeito gramatical tomar conta de nossa existência: já não somos mais ninguém, apenas um sujeito gramatical . 

O nosso é um pensamento em que as formações são campos de força, que se tornam pólos e em que podemos distinguir seu foco e elementos de sua franja, mas não ela toda. Se pensarmos com fronteiras, nada mais tem a ver conosco . 

Foi a estupidez humana de dois mil anos de focalização no Mediterrâneo que nos deixou com o vício de eu/objeto, mas isto não existe . 

Quem é Eu? É certa formação complexa, composta de inúmeras formações, que eventualmente se focaliza em tal situação . 

Nosso problema em análise é desfocar a pessoa que nos procura, e sugerir-lhe outros pólos . 

O que há de ruim na cultura ocidental não é ser essa loucura, e sim supor que ela é coincidente com a realidade . 

Sem consenso, não há transformação. Consenso não significa que vou convencer o outro das minhas idéias, e sim que um vai achar no outro uma nota comum, nem que seja nas fímbrias da franja, para começar a transar . 

A cidade sou eu . 

Só interessa a Eu o que é eu. Dirão que estou sendo egoísta, mas isto nada tem a ver com ego. Acontece que tudo se articula sobre esse monstro que é Eu . 

Uma vez perguntaram a uma pessoa conhecida qual teria sido, segundo ela, a data mais importante da história. Ela respondeu com sua data de nascimento. Sem esta data, o que tem Eu a ver com essa droga?. 

O cristianismo, sobre o sujeito grego, inventa o tal indivíduo, que tem que pagar todas as contas, ir para o céu, para o inferno e permanecer aprisionado numa caixa de eudade individualista. Entretanto, se ele exercer isto, será egoísta . 

Não vamos cair nas brebas do orientalismo de que tudo é ilusão, pois as aparências não enganam, só enganam os trouxas. Prestem atenção nelas que (não estão dizendo tudo, mas) estão dizendo algo . 

Quando começo a falar de mim, são algumas formações falando de outras. Não existe mim ou si mesmo . 

O modo de operação mental é paranóide . 

É preciso entender que paranóia não é algo que só alguns têm. Alguns têm psicose paranóica, mas paranóia é modo de conhecer . 

Uma formação tem condições de conversar francamente com outra? Não! Tradução não existe. Não há condição de conversar francamente, portanto há desconfiança intrínseca nas formações em relação às outras. Paranóia é isto . 

É impossível haver amor perfeito ou transa sincera e honesta entre as pessoas. Franqueza é mentira. Estamos sempre paranóicos em relação ao outro, pois há sempre um não-saber em jogo . 

O conceito de alucinação é fundamental no nascimento da psicanálise. A grande sacada de Freud foi perceber que o bebê alucina e que alucinamos as coisas. Alucinamos sempre, e não só de vez em quando . 

O cogito é o narcisismo de Descartes . 

Não existe a realidade tal como é. É aonde quero conduzir: a alucinação faz parte do conhecimento . 

Amar é uma das formas de odiar . 

Não há dualidade alguma entre espírito e matéria: é a mesma coisa sempre, comparecendo como formações diferentes . 

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