Busca avançada
Página Inicial


AmaZonas - A Psicanálise de A a Z

Autor: Magno, M.D.
Editora: NovaMente Editora

Neste livro, que transcreve seu Falatório de 2006, MD Magno toma a idéia de AmaZonas como metáfora para falar de psicanálise de A a Z, e para situá-la “no concerto, ou desconcerto, das ditas terapias de curas contemporâneas e teorias adjacentes”. A tese de fundo é: “a função da psicanálise é a consideração do Inconsciente e pode acolher todos os saberes que funcionem para isso”.

R$ 45,00

Para pagamentos em boleto, existe uma taxa de R$ 8,50

A psicanálise pode acolher todos os saberes que acaso funcionem para a consideração do Inconsciente .

A função da psicanálise é a consideração do Inconsciente e pode acolher todos os saberes que funcionam para isto .

O que Freud apresenta é uma só libido, para além de mal e bem, como fundação de um monismo que se expressa dualisticamente em uma pulsão contrariada pela
resistência .

Supor que a vida faz esforço para existir é um dos maiores empecilhos do pensamento ocidental. Ela faz esforço para não desistir, apenas resiste .

A vida é narcísica - como tudo, aliás. Uma vez que acontece, acha-se o máximo .

Estou fazendo um pouco a crítica da idéia de pulsão de vida, que é justamente aquela pela qual a maioria é apaixonada. Não existe pulsão de vida contra pulsão de morte. A pulsão é uma só, tem um sentido só .

Tomarei a questão da psicanálise considerada como aquilo que lida, ou pretende lidar, com o Inconsciente enquanto um campo de recepção plerômica .

A postura é: recepção total .

Se a psicanálise é um campo de receptividade plena, podemos usar técnicas de qualquer saber. Metemos a mão e tratamos todos os saberes como ferramentas disponíveis. Nem por isso deixando de ter sintoma próprio .

Acolhemos todos os saberes para nosso uso, mas dentro dos princípios que nos são próprios .

Não existe saber ou discurso não-ideológico .

Há aquele que trabalha sabendo que está sendo ideológico com tudo, e aquele que finge que não há ideologia em seu trabalho, só no dos outros .

Ideologia é a valorização das oposições .

Definição para ideologia: Formação de formações secundárias (conjunto de idéias), ou seja, pressupostos e crenças, que tem o poder de determinar para uma Pessoa - no sentido que dou ao termo - sua tomada parcial de posição (sua tese) referente a qualquer tema considerado .

Arrisco a dizer-lhes que Freud é o Moisés da psicanálise; Lacan é o Jesus da psicanálise; Derrida é o Maomé da psicanálise; e eu tento secularizar a psicanálise .

A única coisa não-ideológica que se pode ter é uma postura .

Existe algo não-ideológico? Discursivamente, não. Posturalmente, sim .

O que quer que se diga é da ordem do conhecimento .

Para fazer um relativismo democrático, temos que ter a competência de entendimento de que as formações de saber são ferramentas e não podem ser crenças .

Uma coisa é utilizar um saber que, em última instância, sabemos que é ideológico, outra, utilizar o mesmo saber sem reconhecer isto, como se fosse absoluto .

Ter crença é valorar. Quando trabalhamos qualquer saber como mera ferramenta, não estamos valorando, valorizando, e sim usando porque foi pragmaticamente útil no momento .

Ao contrário de Nietzsche, digo: só há fatos, não há interpretação .

O behaviorismo supõe manejar apenas dualidades internas, e não sabe que maneja as outras. Então, não confundir sua ignorância com sua prática. Suas inocência e candura são supor: pão-pão, queijo-queijo. Nós sabemos que nada garante que o resultado seja
este .

Mediante o princípio da transa entre formações, sabemos que, ao mexer em algo, a conseqüência pode ser completamente diferente do que se pretendia no início .

É possível uma língua sem sujeito? .

O sujeito é um buraco, um intervalo entre um significante e outro como representação que ele representa para outro significante, ou seja, é coisa alguma. Aliás, alguém pode me explicar o que um significante pode representar para outro significante? Lacan inventou um aparelho circular que não diz nada .

A língua portuguesa tem defeitos gravíssimos como não ter o neutro, que faz muita falta para o entendimento das coisas e nos obriga a, por exemplo, chamar a xícara de ela .

Uma Pessoa é um pólo distinto com foco e franja, podendo ser plural, e que comparece dentro de uma rede conjeturável como infinita .

Ao considerarmos uma Pessoa, estaremos sempre fazendo um recorte pequeno, dentro do qual, por ser focal, ao mexermos nele, certamente teremos conseqüências longínquas e imprevisíveis .

Em relação a uma pessoa em análise, estamos lidando com certo pólo, do qual temos certa focalização. À medida que ela vai falando, aparecem franjas insuspeitáveis .

Uma pessoa, no sentido que estou usando, não é indivíduo ou sujeito, e sim a rede complexíssima que podemos focalizar porque se apresenta com uma polaridade
evidente .

Não existe análise finita, e sim análise satisfatória .

Nunca sabemos onde Eu termina .

O mundo sou eu .

A cidade sou eu .

O Haver há sem esta pessoa que se chama eu? Ou seja, o mundo, sem mim, existe? Este é um problema de todas as filosofias .

Talvez o Haver haja sem mim, mas isto é uma dedução. Porém, efetivamente, sensoriamente, perceptivelmente, etc., o Haver, como experiência, não há sem esta pessoa que se chama Eu .

O mundo sem mim é pura conjetura minha, pois efetivamente ele não há sem mim .

Minha polaridade com seus focos e suas franjas, totais, todas, se puderem entrar, constituem o mundo. Não há distância entre eu e mundo .

Não existe um eu que está fora e considera o mundo. Não existe um mundo que está fora e que me situa .

Do ponto de vista de nossa visão psicanalítica, não há distância entre eu e mundo. Minha singularidade é o mundo que eu sou .

Não sabemos onde estão os limites, as fronteiras. O vetor virou ao contrário: não estou na cidade, a cidade é que está em mim .

Se digo - o mundo sou eu - é porque esse mundo é o conhecimento pleno que tenho .

Descartes, por exemplo, do ponto de vista de sua época, é um gênio, mas, do ponto de vista do que sabemos hoje, é um idiota completo .

Há que situar o gênio em seu momento, pois fora dele pode ser uma besta .

A franja é o reservatório de meu desconhecido, mas está atuando. Esta é a diferença entre consciente e inconsciente, em Freud .

Em vez de dizer que há a parte consciente e a parte inconsciente, estou dizendo dentro da rede: o que consigo focalizar, é consciente; o que não consigo trazer para o foco, é inconsciente - mas está atuando .

Originalmente, a gnose não é religião ou filosofia. O núcleo do pensamento gnóstico é o que tenho dito sobre a análise ser a lembrança do Revirão .

Está acontecendo no mundo uma verdadeira revolta teórica intelectualista de base gnóstica, da qual faço parte .

É como diz a psicanálise: não é possível pensar, pelo menos, a indiferença dos valores de dentro dos valores. O processo de indiferenciação do analista é, sobretudo, o da indiferenciação dos valores em jogo. Ele está neutro .

Há séculos, estamos metidos numa situação cultural de péssima origem e que faz com que a leitura de Freud seja judeificada e cristianizada .

Freud não inventou inconsciente algum, apenas passou Schopenhauer e um pouco de Nietzsche a limpo, mas operou essa reinvenção de maneira radicalmente incompatível com a cultura ocidental e com a cultura judeu-cristã .

As pessoas sentem o cheiro certo e percebem que o pensamento que apresento é contra a estrutura grego-judeu-cristã. Fico, portanto, satisfeito ao ver que a via gnóstica está em pleno renascimento .

Por que existem as afetações, afecções, patologias, etc., com toda a variedade com que se apresentam? Porque o Revirão não se cala .

Há grande diferença entre ser indeciso e assumir plenamente a ambivalência. Neste segundo caso, há escolha, e não obsessividade. Aí, sabe-se que tudo é ambivalente, ou seja, que a mente é ambivalente .

Pessoa é um conjunto de formações e o conjunto das pessoas não dá mais para caracterizar uma situação ou lugar .

Quando eu era muito jovem, a coisa mais terrível que se dizia de uma pessoa era ela ser sem caráter. Não existe falta de caráter, pois, no fundo, todos têm algum. Mas esse tal caráter está ficando muito fracionário - como é - na verdade: um conjunto de formações .

Nem é preciso fazer desenhos de novas patologias, pois é tudo ad hoc, tira-se a resultante am cada caso .

Quando se deixa a pessoa funcionar à vontade, o inconsciente fala as diferenças e as pessoas são nuvens, nefelibatas .

A idéia do politicamente correto é correta quando é o reconhecimento da resultante indiferenciada, mas não quando o pessoal exagera e a transforma em comportamento de camisa de força .

O que chamo de cada um é cada homem como Um, cada homem com'Um, isto é, cada Idioformação. Como sabem, não quero mais utilizar categorias como indivíduo ou sujeito .

Nada tenho contra o gênio, desde que esteja claro que gênio é algo que cai sobre alguém se sua cabeça estiver desprevenida o suficiente .

Gênio não é alguém, ele é do Haver. Como as pessoas têm a cabeça muito prevenida, raramente cai lá .

Sintoma algum decai apenas por informação e reconhecimento. Freud, no começo, pensava que fosse assim, mas, depois, viu que não .

Há sempre que levar em conta que, no futuro, pode ser possível produzir um computador que seja uma Idioformação. Não se trata, portanto, de humanos e muito menos de humanismo .

Nosso campo imunológico é extremamente afetável por relações psíquicas e enganações. Donde a frase mais definitiva desta espécie: Me engana que eu gosto .

Ao contrário de Heráclito, estamos todos nos banhando nas mesmas águas do mesmo rio - isto em relação à psicanálise e ao que veio depois dela .

Se prestarem atenção, verão que todas as atuais manifestações - terapias, neurociências, ciências cognitivas, etc. - estavam metidas no pensamento de Freud .

O mais importante em Freud talvez tenha sido AmaZonar o campo. Por um lado, acolhe todo o anterior na mesma bacia. Tudo que havia disponível no campo psi - as psicologias, psiquiatrias, neurologias e fisiologias a respeito do que pudesse estar no psiquismo - , ele recolheu para dentro da psicanálise .

A filosofia não pensa, ela mastiga, rumina algum fato novo, algum ato criativo que surge no mundo. Nunca houve filosofia criadora, ela é sempre hermenêutica .

Vivemos uma época em que temos que perguntar onde está a poesia, ou seja, onde está a criação, o artista. O que está nas galerias não é o artista, e sim o artesão .

Há a burrice, sobretudo ocidental, de atribuir autoridade à autoria. Autoria não tem autoridade. Esta é um artifício externo .

A produção cultural, de bastante tempo para cá, está não poética. Simplesmente, é criatividade em cima do que já se conseguiu - o que nos faz atribuir enorme força aos grandes criadores anteriores: Shakespeare, Cervantes, Duchamp .

A psicanálise não é filosofia. Ela tem mais a força do que é da ordem da religião, embora não o seja e nunca tentasse ser, pois a religião toma essa força e busca transformá-la em aparelho de dominação das mentes. A psicanálise faz o contrário .

As filosofias e as ciências são escolhas de pensar a partir não de uma experiência, mas de uma colocação prévia, de um dizer a respeito da realidade. Logo, são relativas: cada um diz o que quer e todas são válidas .

A referência nuclear, própria, da psicanálise não é o relativismo das Formações do Haver, e sim o Absoluto do Cais. Não é um Absoluto escolhido por mitologia religiosa ou decisão vinda de fora, e sim um Absoluto da experiência da cada Um como a de Todos .

É assim na vida: entramos nela na porrada e é horrível estar aqui. A psicanálise não promete a felicidade, pois não decidiu o que seja isto. Ela promete que, se você relembrar, fizer a anamnese desse seu lugar originário, ficará em menos mal-estar .

É preciso, sim, ter respeito ao horror de cada um. Todos vivem no horror, mas, para fingir que não, fazem auto-ajuda. Para nós, trata-se de respeitar o que chamo de solitariedades .

Quem inventou o Terceiro Império foi Roma. Minha opinião - sem provas - é que, se não tivessem assassinado Julio César, ele teria instalado o Terceiro Império sem precisar dos cristãos .

A igreja de Roma é remanescência do Império Romano com sua autoridade, autoritarismo, imperialismo e massacre de todos os outros, inclusive cristãos .

À Nova Psicanálise não interessa o sujeito da filosofia, pois, uma vez que vige no regime do verbo, na categoria do Ser, é sujeito do Secundário. O que interessa à Nova Psicanálise é a Pessoa, que é constituída de Primário, Secundário e Originário .

Cada um de nós, enquanto Pessoa, enquanto solitário, pode dizer: o mundo sou eu .

Toda e qualquer autoridade está (não eliminada, mas) suspensa pela psicanálise, pois só tem condições de ser um projeto ad hoc de organização .

Do ponto de vista do Cais Absoluto, todas as autoridades estão em suspensão. Elas são alguma ficção de alguém, uma ficção, sobretudo filosófica, da constituição do poder, isto é, uma constituição ideológica .

Há uma diferença enorme entre propor e aplicar uma regra para o funcionamento agoraqui das coisas, e utilizar essa proposição como se tivesse algum direito divino ou razão para ser autoridade. Não tem .

Verdade só existe uma, que é absoluta: Haver quer não-Haver. Como nada sei dizer a respeito de Haver, então, qualquer outra verdade se torna relativa .

A solidão da Pessoa - que podemos chamar: O Solitário - se dá enquanto Haver sem mundo, Haver sem Ser .

Como a psicanálise parte direto da experiência bruta de Haver na total ignorância, na total escuridão, é isto que determina até mesmo as procuras que chamam de Ser .

O fato de utilizarmos descobertas ou organizações pensadas por filósofos não significa estarmos partindo das mesmas postura e concepção que a filosofia. Filósofos acham coisas que podem ser úteis e interessantes. Aliás, todos são, e não é preciso tomar o partido de nenhum .

Haver é a pura e simples experiência da porrada de estar aí .

A relação para com o Cais, qualquer um pode lembrar e, às vezes se lembra não por causa de estar em análise, e sim porque tomou uma porrada na vida. Se não estava em processo de análise, tem grande chance de ficar piradinho .

A relação de suspensão não existe na filosofia, nem quando tenta falar de epoché .

Suspensão não é algo específico da psicanálise, e sim de quem sabe fazer essa suspensão. A psicanálise é apenas um campo que tentou capturar essa experiência e dizer sobre
ela .

Vivemos um momento - felizmente - de re-emergência do pensamento gnóstico em todo o mundo, nem que seja na base do susto. É um pensamento que o Ocidente tentou eliminar e que Freud, com muito cuidado, trouxe de novo tentando, muito sabiamente, colocar como se fosse ciência .

Haver é experiência em seco, trauma em estado puro .

Se não tivermos como referência haver um Vínculo Absoluto no fato de todos estarmos traumatizados do mesmo modo, não teremos maneira alguma de fazer vinculação .

As vinculações são produzidas em Mundo. Por via secundária e primária, começamos a tentar criar vinculações políticas, religiosas, eróticas, etc., que são vinculações relativas e nenhuma é garantia de coisa alguma .

Só são democratas os aristocratas do Haver .

Aquele que ousa supor-se capaz de estar no lugar do analista tem que ter condições de cultivar um acolhimento radical de toda e qualquer manifestação .

A escuta analítica não pode se permitir exclusões. A cabeça do Analista já é de Diferocracia radical ou não há Analista .

Não se está indicando o que a pessoa vai fazer no mundo, e sim buscando levá-la a seu Cais Absoluto .

Não é possível haver exclusões ou moral da psicanálise. Ela é absolutamente amoral e, por estar se debatendo com uma moral forjada, é imoral .

O filósofo quer consertar o mundo - o que significa: que o mundo fique igual a ele. Recuso-me a aceitar isto. Então, digo: O mundo sou eu .

A psicanálise não é margem da filosofia, esta é que é um mínimo recanto dentro da psicanálise, se tanto. Ela está para a psicanálise como a geometria euclidiana está para a não-euclidiana .

A psicanálise é rebelde e implicante. O ponto de vista analítico não se submete a saber ou a autoridade de espécie alguma, mas sim sustenta a suspensão. Nem mesmo posso obedecer à autoridade da teoria que produzi, pois é apenas uma ferramenta que utilizo .

Entendamos que não existe psicanálise de crianças. Existe, sim, gente que gosta mais de trabalhar com criança .

Sempre lhes disse que um dia descobririam o Revirão no cérebro. Pensei que fosse demorar mais, mas já começaram a descobrir: o que produz a linguagem é a organização sintática dos neurônios-espelho simplesmente observando o mundo - é um bom primeiro passo .

Uma vez que sempre afirmei que os cientistas encontrariam o Revirão no cérebro e o situei instalado no Primário, faço a suposição de que somos os primeiros a revelar a função catóptrica eventualmente situável nos neurônios-espelho ou coisa semelhante. Eles descobriram no laboratório, mas nós já os havíamos descrito .

Não há distinção entre natureza e artifício: tudo é artifício, construção, logo tudo é natural .

Não há diferença entre natureza e cultura .

Onde nasce alguém, nasce neutro. Quando há uma criança, ela é absolutamente indiferente. Depois, é que será de tal língua, de tal país, de tal família. Tanto é que se nascesse em outro lugar seria completamente diferente, mas o Haver seria o mesmo e indiferente .

O trabalho da psicanálise é conduzir cada um a seu ponto de indiferença, arrancá-lo do Ser, o qual é da ordem da constituição dos poderes, do estado, da filosofia .

A Nova Psicanálise veio dizer que a análise é o périplo da pessoa em direção ao lugar de sua Indiferença Originária .

O percurso da análise é esfacelar o Ser, pois este é puramente ficcional, personalógico, etc .

A neura está no Ego, em alguém acreditar que é mesmo aquilo que está sendo. Basta puxar o tapete para vermos que se desfaz na hora. Todo Ser vem de fora, é o que dizem dele .

A análise é estabelecer a radical distância entre Haver e Ser e abdicar de Ser, o que não significa deixar de usar todas as possibilidades de Ser .

Eu é esse Mundo radicalmente diferente de qualquer outro Eu, de qualquer outra
Pessoa .

Só podemos tomar posições ad hoc, as quais são apenas expedientes com os quais não temos compromisso. Esta é a postura do analista .

Estamos todos danados, pois a vida só tem um sentido: Haver quer não-Haver .

A hybris é o que Freud descobriu como Pulsão de Morte, o que é destrutivo para as formações que resistem .

Em nossa teoria, não há sujeito. No entanto, há o movimento transcendental .

Para tirar a idéia de sujeito e objeto - que vão bater na lingüística e na noção de signo -, o que temos é: um conjunto de formações que está em transa com outro conjunto de formações .

Há que prestar atenção às intuições, pois são conhecimentos franjais ainda não focalizados .

O Sujeito morreu, e o Objeto também. Resquiescat in pacem .

O cientista tem que ficar fazendo provas: para provar que não é doido, que seu delírio tem eficácia .

Eu mesmo é só o Haver como experiência, a respeito do qual não se diz nada, ele não fala, não conhece, está fora, é só pancada bruta. Então, não tem sujeito e não tem objeto, e sim formações e formações .

Tirando as palavras sujeito e objeto, temos: formações que se transcendem reciprocamente .

Não se pode inventar nada de novo, apenas colher o que nunca se viu .

Não há mais que olhar para pessoas no sentido de sujeitos e objetos. É uma rede, o troço está entre .

A ordem é o Kaos - e temos que nos virar dentro dela, pois, às vezes, faz coisas das quais não estamos a fim, não gostamos .

Cura é indiferenciar o mundo. Não há cura do Haver .

Há que criar um Estado que permita utopias .

Que grupos se reúnam e vivam como quiserem, nisto o Estado não pode se meter, pois um Estado mínimo respeita e sustenta a existência da utopia criada por alguém com seus pares e parceiros .

O princípio de soberania é das diferenças, que têm direito de sobreviver enquanto tais. O Estado só pode intervir para manter a sobrevivência e para evitar que uma não destrua outra .

Toda teoria é uma biografia .

A porrada é traumática não porque seja o trauma. Este será constituído como um conhecimento da porrada .

Diferencio criação e criatividade, pois esta é a mistura de alhos com bugalhos, que sempre dá alguma coisa .

O excessivo é que é produtivo, e não a falta .

Dentro do que há, só vejo excesso. Ninguém tirou nada para você querer depois. Você já chegou reclamando e querendo mais .

O que vemos atualmente é a emergência do quarto Império brotando por dentro e que, até saberem lidar com ele, promoverá muita comoção. Ele é evidente na tecnologia, na ciência, etc., mas no mundo em geral, pelo fato de as pessoas estarem apegadas a formações de Terceiro e Segundo Impérios, muito sangue escorrerá .

      CONHEÇA TAMBÉM    
        


    FORMAS DE PAGAMENTO    

  

Seu Site na Internet