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SóPapos 2015

Autor: MD Magno
Editora: NovaMente Editora

Psicanalisar é diferente de aplicar um saber: o analista não sabe, não julga ou avalia, mas escuta – e terá sempre a aprender. A neutralidade está na Postura: a postura mental de operar o mais possível na indiferença, isto é, no interesse de todas as diferenças em jogo nas situações.

R$ 12,00

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Ficha Técnica

ISBN: 978-85-87727-84-8
Idioma: Português
Dimensão: 16 x 23 cm
Peso: 0.000 Kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2017
Número de Páginas: 176

Sinopse

Continuando a série dos SóPapos iniciada em 2011 – “deixando correr os papos no aleatório, mas sem jogar conversa fora” –, este livro transcreve a fala de MD Magno durante 2015.

De saída, reafirma-se que a Teoria das Formações, criada nos anos 1990, considera qualquer fenômeno – teórico, clínico... – em termos de formações em jogo, em transa. Ela toma tudo em termos de formações as mais vazias e busca levantar suas convergências e refrações, seus estacionamentos, regressões e progressões. Refrações significando que, a cada momento, pode-se tirar da caixa de lentes a mais adequada para melhor enxergar as formações ali em jogo. Não importa de quem seja, de Freud, Lacan, Jung, Melanie Klein...

Psicanalisar é diferente de aplicar um saber: o analista não sabe, não julga ou avalia, mas escuta – e terá sempre a aprender. A neutralidade está na Postura: a postura mental de operar o mais possível na indiferença, isto é, no interesse de todas as diferenças em jogo nas situações.

Assim como já dissera: “Chega de amor”, diz Magno agora: “Chega de sonhos”. Um sonho, desde Freud, não é a expressão de um desejo, mas sua realização, exatamente como se configuram as ideologias. Por isso, o sonho deve ser analisado, para que se entenda a bobice desejante por detrás de sua lorotice.

Outro papo foi sobre as três doutrinas de Nietzsche, no Zaratustra. A do Sobre-humano, que, para a Nova Psicanálise, é a possibilidade de suspensão, de dessintomatização, mediante Indiferenciação radical. A da Vontade de Poder, que diz respeito (não a o poder constituído, e sim) ao verbo poder, que é a Pulsão (Haver desejo de não-Haver). No caso, vontade de poder o Impossível. E a do Eterno Retorno, que é a repetição do Eterno Retorno do Retorno: é o Retorno retornando. O mesmo que retorna é: o Retorno.

Noutra conversa, a questão do gênero é elaborada em termos de dissociação das formações numa mesma pessoa. Conforme à Tópica da psicanálise, apresentada por Magno em 1992 – Primário (formações corporais: autossomáticas, e comportamentais: etossomáticas); Secundário (cultura, simbólico); e Originário (Revirão) –, não há congruência necessária entre autossoma e etossoma no registro primário. As pessoas têm forte tendência a identificações estilís­ticas, mas sua possibilidade de expressão é aberta. Assim, em vez de perguntar a alguém sobre seu gênero, a pergunta é sobre seu estilo.

Os papos também versaram sobre a verdade: para a psicanálise, o paradigma da verdade é sexual (nada de mais verdadeiro que Tesão); o conhecimento: as epistemologias são pura vontade de dominação (o que sustenta o espírito científico são as perguntas, e não as respostas); a posição da psica­nálise: nem oriental nem europeia, é uma posição terceira (a neutralidade de Freud, o exercício da Indiferenciação)...


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