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Não se acredita mais na tal interpretação. Se lançarmos mão de qualquer intervenção supostamente interpretativa, mantendo apenas o sentido de que se trata de um expediente momentâneo, para se continuar a conversa, aí não se faz mal a ninguém, nem à nossa inteligência. 

É preciso um longo e intenso trabalho de análise para nos tornarmos mais indiferentes, neutros, diante das situações que a clínica nos apresente. 

Quero, juntamente com tantos outros, considerar que, efetivamente, é um novo modo de pensar, uma nova mentalidade, uma nova mente que se inaugura com a psicanálise. 

Na verdade, em termos de pensamento no Ocidente, a psicanálise é radicalmente outra coisa que não filosofia ou ciência. 

A psicanálise pode acolher todos os saberes que acaso funcionem para a consideração do Inconsciente. 

A função da psicanálise é a consideração do Inconsciente e pode acolher todos os saberes que funcionam para isto. 

O que Freud apresenta é uma só libido, para além de mal e bem, como fundação de um monismo que se expressa dualisticamente em uma pulsão contrariada pela
resistência. 

Supor que a vida faz esforço para existir é um dos maiores empecilhos do pensamento ocidental. Ela faz esforço para não desistir, apenas resiste. 

A vida é narcísica - como tudo, aliás. Uma vez que acontece, acha-se o máximo. 

Estou fazendo um pouco a crítica da idéia de pulsão de vida, que é justamente aquela pela qual a maioria é apaixonada. Não existe pulsão de vida contra pulsão de morte. A pulsão é uma só, tem um sentido só . 

Tomarei a questão da psicanálise considerada como aquilo que lida, ou pretende lidar, com o Inconsciente enquanto um campo de recepção plerômica. 

A postura é: recepção total. 

Se a psicanálise é um campo de receptividade plena, podemos usar técnicas de qualquer saber. Metemos a mão e tratamos todos os saberes como ferramentas disponíveis. Nem por isso deixando de ter sintoma próprio. 

Acolhemos todos os saberes para nosso uso, mas dentro dos princípios que nos são próprios. 

Não existe saber ou discurso não-ideológico. 

Há aquele que trabalha sabendo que está sendo ideológico com tudo, e aquele que finge que não há ideologia em seu trabalho, só no dos outros. 

Ideologia é a valorização das oposições. 

Definição para ideologia: Formação de formações secundárias (conjunto de idéias), ou seja, pressupostos e crenças, que tem o poder de determinar para uma Pessoa - no sentido que dou ao termo - sua tomada parcial de posição (sua tese) referente a qualquer tema considerado. 

Arrisco a dizer-lhes que Freud é o Moisés da psicanálise; Lacan é o Jesus da psicanálise; Derrida é o Maomé da psicanálise; e eu tento secularizar a psicanálise. 

A única coisa não-ideológica que se pode ter é uma postura. 

Existe algo não-ideológico? Discursivamente, não. Posturalmente, sim. 

O que quer que se diga é da ordem do conhecimento. 

Para fazer um relativismo democrático, temos que ter a competência de entendimento de que as formações de saber são ferramentas e não podem ser crenças. 

Uma coisa é utilizar um saber que, em última instância, sabemos que é ideológico, outra, utilizar o mesmo saber sem reconhecer isto, como se fosse absoluto. 

Ter crença é valorar. Quando trabalhamos qualquer saber como mera ferramenta, não estamos valorando, valorizando, e sim usando porque foi pragmaticamente útil no momento. 

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