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Ao contrário de Nietzsche, digo: só há fatos, não há interpretação. 

O behaviorismo supõe manejar apenas dualidades internas, e não sabe que maneja as outras. Então, não confundir sua ignorância com sua prática. Suas inocência e candura são supor: pão-pão, queijo-queijo. Nós sabemos que nada garante que o resultado seja
este. 

Mediante o princípio da transa entre formações, sabemos que, ao mexer em algo, a conseqüência pode ser completamente diferente do que se pretendia no início. 

É possível uma língua sem sujeito?. 

O sujeito é um buraco, um intervalo entre um significante e outro como representação que ele representa para outro significante, ou seja, é coisa alguma. Aliás, alguém pode me explicar o que um significante pode representar para outro significante? Lacan inventou um aparelho circular que não diz nada. 

A língua portuguesa tem defeitos gravíssimos como não ter o neutro, que faz muita falta para o entendimento das coisas e nos obriga a, por exemplo, chamar a xícara de ela. 

Uma Pessoa é um pólo distinto com foco e franja, podendo ser plural, e que comparece dentro de uma rede conjeturável como infinita. 

Ao considerarmos uma Pessoa, estaremos sempre fazendo um recorte pequeno, dentro do qual, por ser focal, ao mexermos nele, certamente teremos conseqüências longínquas e imprevisíveis. 

Em relação a uma pessoa em análise, estamos lidando com certo pólo, do qual temos certa focalização. À medida que ela vai falando, aparecem franjas insuspeitáveis. 

Uma pessoa, no sentido que estou usando, não é indivíduo ou sujeito, e sim a rede complexíssima que podemos focalizar porque se apresenta com uma polaridade
evidente. 

Não existe análise finita, e sim análise satisfatória . 

Nunca sabemos onde Eu termina. 

O mundo sou eu. 

A cidade sou eu. 

O Haver há sem esta pessoa que se chama eu? Ou seja, o mundo, sem mim, existe? Este é um problema de todas as filosofias. 

Talvez o Haver haja sem mim, mas isto é uma dedução. Porém, efetivamente, sensoriamente, perceptivelmente, etc., o Haver, como experiência, não há sem esta pessoa que se chama Eu. 

O mundo sem mim é pura conjetura minha, pois efetivamente ele não há sem mim. 

Minha polaridade com seus focos e suas franjas, totais, todas, se puderem entrar, constituem o mundo. Não há distância entre eu e mundo. 

Não existe um eu que está fora e considera o mundo. Não existe um mundo que está fora e que me situa. 

Do ponto de vista de nossa visão psicanalítica, não há distância entre eu e mundo. Minha singularidade é o mundo que eu sou. 

Não sabemos onde estão os limites, as fronteiras. O vetor virou ao contrário: não estou na cidade, a cidade é que está em mim. 

Se digo - o mundo sou eu - é porque esse mundo é o conhecimento pleno que tenho. 

Descartes, por exemplo, do ponto de vista de sua época, é um gênio, mas, do ponto de vista do que sabemos hoje, é um idiota completo. 

Há que situar o gênio em seu momento, pois fora dele pode ser uma besta. 

A franja é o reservatório de meu desconhecido, mas está atuando. Esta é a diferença entre consciente e inconsciente, em Freud. 

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