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Em vez de dizer que há a parte consciente e a parte inconsciente, estou dizendo dentro da rede: o que consigo focalizar, é consciente; o que não consigo trazer para o foco, é inconsciente - mas está atuando. 

Originalmente, a gnose não é religião ou filosofia. O núcleo do pensamento gnóstico é o que tenho dito sobre a análise ser a lembrança do Revirão. 

Está acontecendo no mundo uma verdadeira revolta teórica intelectualista de base gnóstica, da qual faço parte. 

É como diz a psicanálise: não é possível pensar, pelo menos, a indiferença dos valores de dentro dos valores. O processo de indiferenciação do analista é, sobretudo, o da indiferenciação dos valores em jogo. Ele está neutro. 

Há séculos, estamos metidos numa situação cultural de péssima origem e que faz com que a leitura de Freud seja judeificada e cristianizada. 

Freud não inventou inconsciente algum, apenas passou Schopenhauer e um pouco de Nietzsche a limpo, mas operou essa reinvenção de maneira radicalmente incompatível com a cultura ocidental e com a cultura judeu-cristã. 

As pessoas sentem o cheiro certo e percebem que o pensamento que apresento é contra a estrutura grego-judeu-cristã. Fico, portanto, satisfeito ao ver que a via gnóstica está em pleno renascimento. 

Por que existem as afetações, afecções, patologias, etc., com toda a variedade com que se apresentam? Porque o Revirão não se cala. 

Há grande diferença entre ser indeciso e assumir plenamente a ambivalência. Neste segundo caso, há escolha, e não obsessividade. Aí, sabe-se que tudo é ambivalente, ou seja, que a mente é ambivalente. 

Pessoa é um conjunto de formações e o conjunto das pessoas não dá mais para caracterizar uma situação ou lugar. 

Quando eu era muito jovem, a coisa mais terrível que se dizia de uma pessoa era ela ser sem caráter. Não existe falta de caráter, pois, no fundo, todos têm algum. Mas esse tal caráter está ficando muito fracionário - como é - na verdade: um conjunto de formações. 

Nem é preciso fazer desenhos de novas patologias, pois é tudo ad hoc, tira-se a resultante am cada caso. 

Quando se deixa a pessoa funcionar à vontade, o inconsciente fala as diferenças e as pessoas são nuvens, nefelibatas. 

A idéia do politicamente correto é correta quando é o reconhecimento da resultante indiferenciada, mas não quando o pessoal exagera e a transforma em comportamento de camisa de força. 

O que chamo de cada um é cada homem como Um, cada homem com'Um, isto é, cada Idioformação. Como sabem, não quero mais utilizar categorias como indivíduo ou sujeito. 

Nada tenho contra o gênio, desde que esteja claro que gênio é algo que cai sobre alguém se sua cabeça estiver desprevenida o suficiente. 

Gênio não é alguém, ele é do Haver. Como as pessoas têm a cabeça muito prevenida, raramente cai lá. 

Sintoma algum decai apenas por informação e reconhecimento. Freud, no começo, pensava que fosse assim, mas, depois, viu que não. 

Há sempre que levar em conta que, no futuro, pode ser possível produzir um computador que seja uma Idioformação. Não se trata, portanto, de humanos e muito menos de humanismo . 

Nosso campo imunológico é extremamente afetável por relações psíquicas e enganações. Donde a frase mais definitiva desta espécie: Me engana que eu gosto. 

Ao contrário de Heráclito, estamos todos nos banhando nas mesmas águas do mesmo rio - isto em relação à psicanálise e ao que veio depois dela. 

Se prestarem atenção, verão que todas as atuais manifestações - terapias, neurociências, ciências cognitivas, etc. - estavam metidas no pensamento de Freud. 

O mais importante em Freud talvez tenha sido AmaZonar o campo. Por um lado, acolhe todo o anterior na mesma bacia. Tudo que havia disponível no campo psi - as psicologias, psiquiatrias, neurologias e fisiologias a respeito do que pudesse estar no psiquismo - , ele recolheu para dentro da psicanálise. 

A filosofia não pensa, ela mastiga, rumina algum fato novo, algum ato criativo que surge no mundo. Nunca houve filosofia criadora, ela é sempre hermenêutica. 

Vivemos uma época em que temos que perguntar onde está a poesia, ou seja, onde está a criação, o artista. O que está nas galerias não é o artista, e sim o artesão. 

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