Este livro recolhe as intervenções (Seminário, saraus, oficinas clínicas, conferências e falas) de MD Magno em 1984, trazendo a público material inédito, que contribui para dimensionar a originalidade com que o pensamento de Lacan era, então, articulado pelo discípulo brasileiro, já em rota de renovação da psicanálise. A transmissão de seu ensino foi ininterrupta até 2025: Seminários (1976-1999), Falatórios (2000-2010), e SóPapos (2011-2021). De 2022 a 2025, toma outro formato: conversas com os colegas, incluindo a interlocução com Oscar Alheiros, e e-mails regularmente enviados. Em 1982, no Seminário A Música, Magno apresentara o Revirão como a base funcional da reformatação da psicanálise que ele então iniciava: a Nova Psicanálise, posteriormente denominada NovaMente. Daí que, neste Seminário de 1984, já se manifestavam as primeiras reações: “Houve surdez demais e esforço para olvido em quanto matraqueio impertinente”..
Este livro recolhe as intervenções (Seminário, saraus, oficinas clínicas, conferências e falas) de MD Magno em 1984, trazendo a público material inédito, que contribui para dimensionar a originalidade com que o pensamento de Lacan era, então, articulado pelo discípulo brasileiro, já em rota de renovação da psicanálise. A transmissão de seu ensino foi ininterrupta até 2025: Seminários (1976-1999), Falatórios (2000-2010), e SóPapos (2011-2021). De 2022 a 2025, toma outro formato: conversas com os colegas, incluindo a interlocução com Oscar Alheiros, e e-mails regularmente enviados.
Em 1982, no Seminário A Música, Magno apresentara o Revirão como a base funcional da reformatação da psicanálise que ele então iniciava: a Nova Psicanálise, posteriormente denominada NovaMente. Daí que, neste Seminário de 1984, já se manifestavam as primeiras reações: “Houve surdez demais e esforço para olvido em quanto matraqueio impertinente”.
Em consequência, o texto das duas primeiras seções do Seminário vai no sentido de: explicitar os Escólios (Escolhos) como exercício precário de ensino; indicar a função do Analista como faxineiro; tomar o Revirão como Moto Perpétuo de face erótica e anterótica; e enfatizar o Neutro como motor gerador de Dissimetria Perene no mundo.
Para a Nova Psicanálise – como será reiterado na produção dos anos seguintes –, trata-se do Inconsciente Linguagem (Revirão), e não do Inconsciente “como” linguagem tal qual pensado por Lacan. Esta distinção é crucial por demarcar a nova base proposta para a operação teórico-clínica da psicanálise: partir de uma visão de vetor reverso, que toma os conceitos mais abstratos por ela produzidos e olha para trás a partir do ponto de chegada. O intuito é: acompanhar e avançar quanto ao que acontecia no final dos anos 1980, seus estilhaços e superposições – já bem evidentes para muitos que refletiam sobre aquele momento e suas resultantes futuras.
Nessa linha de consideração, seguem os Saraus, em que o autor expõe suas críticas ao obscurantismo libertário bastante em voga na época, que visava trocar superego mau por superego bom, e afirma que a psicanálise nada tem a ver com liberação sexual. Ao tratar de mestria, diz que o analisando situa o analista como mestre e este declina. Quanto ao tema do dinheiro na psicanálise, temos que o analisando paga por nada e que a insistência em análise tem preço. E mais, que um significante vale qualquer outro no regime do Inconsciente.
Destaquem-se as falas e intervenções de Magno no primeiro congresso d’A Causa Freudiana do Brasil, por ele concebida, realizado em Brasília. Ao tratar da Saudade do Futuro, diz ele que só há analista no Ato Analítico e que o Ato está fora de qualquer julgamento moral ou de significação: produz significação, mas não a tem previamente.
As seções sobre a Clínica abordam temas e questões como:
o risco de fossilização da psicanálise; a psicose e a análise como um processo psicótico controlado e rigoroso; a posição política do analista, que é de equivocação e deve ser pensada com referência ao Discurso Analítico; a equivalência entre lei e desejo e a consequente denúncia sobre a confusão entre lei e interdição feita pela civilização ocidental; a insistência de que a psicanálise trata do Impossível, e não da interdição, referência para propor que o analista se autoriza de seu (Terceiro) Sexo; o entendimento da “Expulsão do Paraíso”, de Michelangelo a partir da Bifididade entre princípio de prazer e de realidade; as defesas presentes na psicanálise: rituais e intelectuais (conceituais, matêmicas e de regra); a crítica à ideia de “caso clínico”, no sentido de mostrar que o “caso” em jogo é de quem está falando; a distinção entre Ato de fundação e seus efeitos secundários (oportunidade)...
ISBN: 978-65-88357-28-6
Idioma: Português
Dimensão: 16 x 23 cm
Peso: 0.381 Kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2025